O Fenômeno do "Sub-bancarizado": Por que ter conta no banco não garante acesso a crédito?

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Jhade D'Avilla22/01/2026
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O Fenômeno do "Sub-bancarizado": Por que ter conta no banco não garante acesso a crédito?

Nos últimos anos, o Brasil foi palco de uma revolução silenciosa, mas profunda, em seu sistema financeiro. A ascensão meteórica das fintechs, a popularização das contas digitais sem taxas e, mais recentemente, a implementação do Pix, alteraram definitivamente a forma como o cidadão interage com o dinheiro. Criou-se a narrativa, amplamente aceita, de que o país finalmente atingiu um nível de inclusão financeira sem precedentes. De fato, hoje, pagar uma conta, transferir valores em segundos ou movimentar recursos pelo smartphone é uma realidade acessível a quase todos os estratos sociais.

No entanto, essa narrativa, embora verdadeira em sua superfície operacional, esconde um problema estrutural que trava o desenvolvimento econômico de milhões de famílias: ter uma conta ativa em banco não significa, necessariamente, ter acesso ao crédito. É nesse hiato que surge e se consolida o fenômeno do "sub-bancarizado". Trata-se daquele cidadão que está formalmente dentro do sistema, aparece nas estatísticas de bancarização e utiliza ferramentas digitais diariamente, mas permanece à margem quando o assunto é crédito com condições justas. Ele existe para as estatísticas de movimentação, mas é invisível para as tabelas de concessão de empréstimos.

A falsa sensação de inclusão financeira nasce justamente dessa contradição. Enquanto o acesso às interfaces bancárias evoluiu na velocidade da internet, os critérios de concessão de crédito permanecem, em grande parte, ancorados em modelos tradicionais, rígidos e excludentes. O resultado é um sistema que consegue enxergar o CPF do indivíduo, mas falha gravemente em compreender seu comportamento financeiro real. Diversos levantamentos do mercado apontam que uma parcela expressiva da população adulta possui conta bancária, porém não consegue aprovação em linhas de crédito ou recebe propostas com juros proibitivos, totalmente incompatíveis com sua capacidade de pagamento.

Esse descompasso revela que o modelo de análise de crédito convencional ainda é incapaz de interpretar a complexidade e a resiliência do brasileiro real. Profissionais autônomos, aposentados, pensionistas e trabalhadores informais acabam sendo classificados como risco elevado por sistemas que priorizam o contracheque formal ou o relacionamento histórico com grandes bancos. O "bom pagador invisível" é aquele que honra seus compromissos, movimenta a economia local e mantém um histórico de consumo estável, mas que simplesmente não se enquadra nos filtros clássicos de score. Ele vive uma inclusão incompleta: possui o meio de pagamento, mas lhe é negado o crédito como ferramenta de planejamento e reorganização de vida.

É neste cenário de estagnação dos modelos antigos que a tecnologia aplicada à análise de dados torna-se o divisor de águas. O desafio não está na falta de capital, mas na inteligência necessária para distribuí-lo. Ao invés de observar apenas critérios isolados e estáticos, as novas soluções financeiras passam a analisar o comportamento de forma contextualizada. Padrões de pagamento, estabilidade de relacionamento e o uso consciente dos recursos tornam-se informações tão valiosas quanto a renda declarada. A tecnologia, quando bem aplicada, retira a "venda" dos olhos das instituições e permite enxergar o potencial onde antes só se via risco.

A Finanto nasce precisamente nesse ponto de inflexão. Por meio de uma tecnologia de dados robusta e de uma leitura estratégica de informações financeiras, a empresa consegue enxergar além dos filtros tradicionais que historicamente ignoraram perfis sólidos de pagamento. O foco da Finanto deixa de ser apenas "quem se encaixa no padrão" e passa a ser "quem demonstra capacidade real". Ao transformar dados brutos em inteligência humanizada, a Finanto não apenas oferece um produto, mas atua como uma infraestrutura de acesso.

Ao fim, compreendemos que a verdadeira inclusão financeira não se resume a ter um aplicativo instalado ou realizar um Pix. Ela se completa apenas quando o crédito deixa de ser um privilégio de poucos e passa a ser uma ferramenta acessível para quem sempre esteve pronto para honrar seus compromissos. A Finanto acredita que o sistema deve aprender a enxergar o brasileiro como ele é, entregando soluções que não apenas incluam no discurso, mas que transformem, de fato, a realidade financeira de quem constrói o país todos os dias.

Autor: Jhade D'AvillaData: 22/01/2026

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